
Beatriz De Sousa
18 janv.2 min de lecture
Memoria eterna
Ninguém nos ensina a perder.Muito menos a perder alguém que era casa. Dizem que avós são como pais.Mas ele era mais.Era presença.Era luz que não fazia barulho, mas iluminava tudo. Ele ia buscá‑lo à escola.E talvez ninguém entendesse o tamanho disso.Mas havia um mundo inteiro naquele gesto.Enquanto ele estava ali, nada ameaçava.O tempo andava mais devagar.A infância estava segura. Havia pão.Havia tulicrem.Ou melhor - tulicrem com pão.Ele fazia questão de corrigir.Partia ao mei


